Cultura deve ter de volta seu conselho em até dois meses, afirma secretário Beltrame; coordenador do Comcult aponta fiasco na mudança realizada por ex-prefeito


Beltrame (à esquerda) também foi secretário de Luciano Almeida; coordenador do Comcult destaca necessidade do comando feito por artistas, modelo extinto pelo ex-prefeito

(Fotos: Guilherme Leite)

Engessado completamente em 2021 pelo então prefeito Luciano Almeida (PP) e alijado da participação popular dos fazedores de cultura, surgiu nesta semana uma promessa do Comcult voltar às mãos da categoria. 

O Conselho Municipal de Política Cultural foi tema de audiência pública nesta terça, dia 3, na Câmara de Vereadores, e o secretário de Cultura, Carlos Beltrame – também dono desta mesma cadeira na gestão Luciano a partir do fim de 2022, mas antecedido, na época da decisão da mudança da composição, por Adolpho Queiroz – se comprometeu em público a enviar um projeto de lei para o Legislativo num prazo de dois meses a fim de retomar o funcionamento com membros via eleição direta da sociedade civil e de representantes da classe artística. 

O ex-prefeito retirou totalmente tanto o pleito como os artistas do Comcult e, em seu lugar, colocou representes de entidades – Sesi, Senac, Sesc, Associação Cultural e Teatral Guarantã, Instituto Histórico e Geográfico de Piracicaba e o Codepac (Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural).

Cultura: legítimo

Até mesmo o atual coordenador do Comcult, Augusto Assis Cruz Neto, falou na necessidade de mudanças. 

“Quando cheguei no conselho, encontrei uma crise instalada. A mudança legislativa que alterou profundamente a sua composição não foi aceita pelos fazedores de cultura da cidade, definitivamente. Confesso que, no início, imaginei que o conselho pudesse funcionar bem, mesmo nesse novo modelo. Pensei que a reconhecida atuação cultural das entidades indicantes pudesse garantir o adequado funcionamento da instituição. Mas, a prática mostrou que não é assim. E digo isso com tranquilidade e responsabilidade. Primeiro porque o descontentamento dos fazedores de cultura é legítimo. Ele pesa sobre o ambiente do conselho, pesa sobre a sua legitimidade e pesa sobre todos nós que hoje o compomos. Segundo e, principalmente, porque o Conselho de Política Cultural não se faz de longe. Ele se faz com quem está na ponta, com quem produz, com quem ocupa os espaços culturais e com quem vive da cultura. São essas as pessoas que têm vocação natural para estar aqui”.

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