Tudo cru na RDP: Obras admite não ter projeto e desafio será contemplar demandas da população com baixo custo de manutenção


Além dos setores já divulgados pelo governo, população cobrou desde orquidário à espaço para artistas plásticos
(Foto/crédito: reprodução/vídeo/consulta pública)

Esta matéria é parte da edição especial Parque Linear da Rua do Porto. O conteúdo reportado aqui se refere à audiência pública realiada em 14/04/2026 na Câmara de Vereadores quanto à reforma pretendida pelo governo Hélio Zanatta (PSD).

Segundo o secretário de Obras, Luciano Celêncio, “não tem nada ainda em executivo”. “Estamos em situação de discussões tanto técnica como arquitetônica e paisagística”, disse, também comentando que o estágio atual é uma “ideia em aprimoração construtiva”.

Cobrado pela vereadora Silvia Morales (PV/Mandato Coletivo) sobre detalhamentos, Celêncio prometeu apresentar, sem especificar prazo ou data, um memorial descritivo “a partir das discussões”, abrindo uma fase da revitalização para a área técnica, como em quais pontos serão aplicadas placas foto voltaicas.

Como houve críticas quanto à disponibilização de parcas informações na consulta pública – por, inclusive, exibir material com baixa resolução, dificultando ou impossibilitando a leitura – novos dados serão incluídos em uma segunda abertura para manifestação da população e entidades no site da prefeitura.

Um ponto relevante, apesar de não implicar em um impacto físico, foi o recuo da prefeitura em mudar o nome da Rua do Porto para Vila Porto, ficando estabelecido Parque Linear Rua do Porto.

ESTRUTURAS

Haverá banheiros autolimpantes – automatizados com sensores para higienizar o vaso sanitário e o chão com jatos de água e desinfetantes após cada uso – e estrutura para ostomizados. Às pessoas com baixa visão ou cegas, haverá piso tátil.

Os pergolados apresentados terão cobertura em madeira com alumínio e translúcida com película refletiva, incluindo placas foto voltaicas. A prefeitura se comprometeu a estudar uma forma de proteção lateral para dias de chuva e ventos, área para as churrasqueiras e toldos dos restaurantes, novo ponto de venda para artistas plásticos e até um orquidário em uma ilha no meio do rio.

O bate-cabeça de Obras será utilizar de meios que não gerem demanda por manutenção por parte da prefeitura – o que será difícil de equacionar visto os pedidos da população, entidades e profissionais mais tudo o que está contido no pré-projeto, como bicicletário, nova passarela e setores infantil, pet e esportes.

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