Mesmo com as chuvas próximas da média, conjunto de bacias registram queda geral na vazão dos rios
(Imagem: reprodução/Boletim Hidrológico PCJ)
Após superar a média histórica de vazão em março, o rio Piracicaba voltou à seca em abril. Conforme o Boletim Hidrológico do Consórcio PCJ (Bacias Piracicaba, Capivari e Jundiaí), houve queda de 16,12% com uma redução de 16,3 metros cúbicos por segundo (m3/s).
O fluxo esperado para abril é de 101,1 m3/s, mas o Piracicaba contou com apenas 84,8 m3/s. Em março, o mesmo trecho correspondente à área de Piracicaba teve um aumento de vazão de 42,1 m3/s frente à média aguardada de 156,5 m3/s. O resultado do nosso rio seguiu o conjunto das bacias, que tiveram redução de 15,1% frente ao esperado para o mês.
“Em abril de 2026, a chuva média espacializada nas Bacias PCJ manteve-se próxima da média histórica, com acumulado mensal de 55,6 mm, valor 0,6% abaixo do esperado para o período. Apesar da proximidade com a média, os acumulados apresentaram distribuição irregular ao longo do mês, com maior concentração de chuvas em períodos e regiões específicas, o que limitou a resposta hidrológica das bacias”, explica o PCJ em relatório divulgado nesta terça, dia 12.
PREVISÕES
E o cenário do mês passado deve persistir quanto às chuvas, com o boletim do PCJ sinalizando para um Inverno mais quente neste ano. “Para o mês de maio, as previsões indicam predominância de temperaturas próximas à média histórica do mês e tendência de precipitações dentro e relativamente abaixo da média nas Bacias PCJ. Em relação aos fenômenos El Niño e La Niña, para o trimestre maio-junho-julho haverá significativa redução das condições de neutralidade e aumento gradual da possibilidade de El Niño, o que indica episódios de veranico, representado por temperaturas altas, até mesmo no Inverno.”
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