Custo da empresa privada para Piracicaba chega a quase R$ 50 milhões em 2026
(Foto: Prefeitura de Piracicaba)
O contrato milionário para a iluminação pública, firmado pela então gestão Luciano Almeida (PP), simplesmente não determina o tamanho da equipe da empresa terceirizada para troca e manutenção com a tecnologia LED. Esta informação consta no requerimento 628/2026, de autoria do vereador Ary de Camargo Pedroso Júnior (PL). Conforme o secretário de Obras, Luciano Celêncio, a Alper Energia possui em Piracicaba “uma base de operações com estoque, almoxarifado e equipes equipadas conforme edital”. “Como o edital não cita número de equipes mínimos, ele possui número de equipes variáveis conforme as demandas aumentam”.
A situação por aqui remete à da Enel na Capital paulista, empresa italiana responsável pela energia em São Paulo e em processo de caducidade de seu contrato por ineficiência na prestação de serviço.
Retomando o requerimento, das 4.638 ocorrências até o dia 4 de maio deste ano, a Alper deixa em aberto 340 delas (7,33%), entre luz ou setor apagados, melhorias e novos pontos de iluminação – a questão de lâmpadas apagadas é a número um em reclamações, com 3.137 queixas. O tempo médio de atendimento, segundo o secretário, é de oito dias.
Agora, retomando o contrato, fechado com a prefeitura em junho de 2024, os R$ 45,98 milhões a ser desembolsados pelos cofres municipais à empresa por um trabalho de três anos ganhou uma engorda do atual prefeito Hélio Zanatta (PSD) de R$ 3,49 milhões, mostra o Diário Oficial de 9 de março sem detalhes sobre o motivo do aditivo. Na soma, tudo fica pela 'bagatela' de R$ 49,47 milhões.
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