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Em 2024, durante a gestão Luciano Almeida (PP), prefeitura realizou obras em ponto no Clube de campo Piracicaba com menção a colapso do canal do Itapeva (Foto/crédito: Prefeitura de Piracicaba) |
Conforme cravado pela reportagem, a prefeitura de Hélio Zanatta (PSD) não enviou projetos quanto ao uso dos R$ 58,62 milhões, a fim de colocar as mãos em verba do governo federal, informou oficialmente o Ministério das Cidades ao jornal ontem, dia 9. Piracicaba foi contemplada pelo Novo PAC em setembro de 2025 para obras de drenagem do córrego Itapeva, com leito canalizado em 1950 abaixo da av. Armando de Salles Oliveira, Centro. Segundo o Ministério, “uma proposta prevê execução de obras de canalização e reservatórios de detenção temporária do córrego Itapeva no município de Piracicaba (SP), no valor solicitado de R$ 58.621.616,04. A prefeitura ainda não apresentou proposta.”
As informações vindas de Brasília põe em xeque as da base do governo municipal na Câmara quanto à entrega do fluxo de documentos, sobre impossibilidade de construção de piscinões e de corte no montante requisitado. Na sessão camarária de quinta, dia 5, o líder de governo na Câmara, Josef Borges (PP) negou que uma estrutura de piscinão resolveria o escoamento das águas de chuva para córrego – entretanto, piscinão nada mais é que reservatórios de detenção temporária, o que foi especificamente requisitado pela prefeitura ao governo Lula (PT).
“Já foi feito estudo no governo Barjas [Negri, PSD] e no governo Luciano [Almeida, PP]. Não Funciona! É um problema muito mais complexo e a Secretaria de Obras faz estudos para verificar as condições da galeria que está lá desde os anos 50. Não é assim com passe de mágica que você vai resolver um problema crônico que já vem de décadas.”
Já Fabricio Polezi (PL) garantiu que toda documentação teria sido entregue pelo secretário de Obras, Luciano Celêncio, no processo de liberação do PAC para o município. E Pedro Kawai (PSDB) deu informação errada sobre redução dos recursos para R$ 29 milhões em decisão do governo federal. O vereador tucano culpou o caos do último dia 29, durante fortes chuvas por aqui, na impermeabilização do solo em quintais particulares na região do Centro e Bairro Alto e informou que Cata-Cacareco não está funcionando – com efeito do não-recolhimento de entulho pela prefeitura impactando em entupimentos do escoamento de águas pluviais.
Para terminar, Felipe Gema (SD) foi o profeta de um caos maior e futuro ao falar na possibilidade de desabamento de canal do Itapeva e, portanto, da ruptura de uma das principais avenidas de Piracicaba.
Mas uma coisa a base governista na Câmara estava certa: a prefeitura não colocará no bolso os milhões do PAC a fundo perdido e terá que pagar a União no formato de financiamento, informou o Ministério das Cidades. Em tempo: o caixa de 2026 da prefeitura é de R$ 3,62 bilhões e os quase R$ 59 milhões para solucionar o problema crônico das enchentes na Armando Salles equivale a 1,62% deste orçamento, ou seja, dinheiro tem sem necessidade de pagamento à vista e sem grita e choramingo por falta de grana.
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