O saldo entre o orçamento e despesas do primeiro ano do mandato de Hélio Zanatta (PSD) resultou em uma gordura de R$ 550,25 milhões, cifra na faixa do histórico do ex-prefeito Luciano Almeida (PP) aos R$ 585,85 milhões em 2024 – e com a inclusão de verbas para a área de administração, a ineficiência política da atual gestão sobe para R$ 591,73 milhões. Com três casas, as maiores sobras de caixa foram nas áreas de saneamento (água e esgoto), aos 167,02 milhões, e R$ 143,34 milhões na saúde pública – veja ranque geral na arte abaixo. O orçamento da Prefeitura de Piracicaba para 2025 foi de R$ 3,36 bilhões, representando um aumento de 14,17% em relação a 2024.
O desempenho da Prefeitura de Piracicaba em 2025 consta no Relatório Resumido de Execução Orçamentária - 6º bimestre do Siconfi (Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro), órgão do Tesouro Nacional – os dados registrados no governo federal são entregues pela própria administração municipal.
Para água e esgoto, Zanatta poupou um caixa maior em 2025 no comparativo com 2024, quando Luciano deixou para trás R$ 152,54 milhões. O atual prefeito kassabista e do Centrão tinha em mãos R$ 463,16 milhões no orçamento do saneamento, deixando de executar 36% deste montante, o equivalente a R$ 167,02 milhões – o ex Luciano também compõe o Centrão.
Zanatta não investiu nada em saneamento básico na zona rural, mesmo destinando parcos R$ 11 mil a esta subárea. A maior parte, R$ 188,93 milhões, foi para a zona urbana e a segunda maior fatia deste bolo, R$ 107,2 milhões, custearam a administração e subfunções do serviço de responsabilidade do Semae.
Na saúde, posto ocupado pelo vice Sergio Pacheco Jr., médico e secretário municipal de Saúde, o destino maior das verbas foi para assistência hospitalar e ambulatorial, aos R$ 466,68 milhões. Atenção básica ficou em segundo, recebendo R$ 165,43 milhões – esta é a principal porta de entrada e centro de comunicação do SUS, oferecendo atendimento inicial, preventivo e contínuo próximo ao local de moradia, focando na saúde da família, que resolve até 90% das demandas da população, incluindo consultas, vacinas e tratamentos.
Para assistência hospitalar e ambulatorial sobraram R$ 56,82 milhões e para atenção básica, R$ 48,67 milhões. Já para a compra de medicamentos e insumos destinados a prevenir, tratar ou controlar doenças, a capacidade da prefeitura foi pouco maior que 50%, usando R$ 6,76 milhões no ano passado e deixando em caixa R$ 6,41 milhões.
Vale destacar que a falta de remédios nas farmácias municipais e a questão do abastecimento público de água são queixas constantes da população em Piracicaba. E, também importante, verba pública não tem de ser objeto de poupança como para nós, meros mortais: o Poder Público precisa ter eficiência e executar todo o orçamento no período.
A reportagem contatou a assessoria de imprensa, o prefeito bem como todos os secretários municipais mais Semae, mas ninguém se manifestou sobre os dados do fechamento de 2025.
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