Valor do contrato da Mansão Rubi poderia comprar imóvel de R$ 3,5 milhões com pagamento mensal de seis meses feito pela prefeitura no projeto Superação


Imagens da Mansão Rubi, onde a prefeitura instalou programa apara acolhimento de pessoas em situação de rua na região do Vale do Sol
(Fotos: Paulo Imobiliária/web)

Dinheiro na mão é vendaval... Como já dizia a música, há muita verba pública envolvida no contrato emergencial do projeto Superação, mas alguns números foram relevados durante a audiência desta semana, dia 24, sobre a Mansão Rubi. 

Conforme informado, a prefeitura paga por mês R$ 562 mil para disponibilizar pernoite para 113 pessoas. Não está claro se o valor embute mais algum serviço ou compras de insumos além do valor do aluguel. 

Um anúncio de novembro de 2024, publicado por uma imobiliária, informou o valor de venda da mansão: R$ 3,5 milhões. No cálculo, com base no preço mensal pago pela prefeitura frente ao valor de compra, o prefeito Hélio Zanatta (PSD) poderia adquirir a propriedade com o equivalente a pouco mais de seis meses de contrato.

E o vendaval seguiu na audiência com Brito negando haver motivos de incômodo aos vizinhos por conta da instalação de seu projeto. A população do entorno da mansão tem se queixado sobre episódios de vandalismo e furtos a partir da abertura do imóvel para a Pasta de Assistência Social. O secretário alegou não haver registros de boletim de ocorrência e a Guarda Civil Municipal informou não ter efetivo para disponibilizar uma viatura permanente no bairro.

Segue o baile!
O atendimento na propriedade de quase 18 mil metros quadrados com piscina vai prosseguir, garantiu Brito, tanto que o procurador-geral o município, Marcelo Maroun, informou estar correndo atrás da abertura de uma licitação para dar continuidade ao projeto na Rubi. 

Enquanto isso, a vereança corre atrás de levantar informações, via requerimentos, sobre o contrato sem transparência do Executivo. Rai de Almeida (PT) esteve na audiência e pediu dados sobre recursos disponíveis, equipe técnica e registro em carteira das pessoas abrigadas que atuam nas frentes de trabalho do projeto. 

A reportagem procurou informações sobre o tal contrato no Diário Oficial e não há publicações – em um possível infração do princípio da publicidade. Também não foi possível levantar o CNPJ ou CPF ligado ao imóvel.

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