Salve a Boyes vive grande momento de formalização do movimento neste sábado, dia 25


Luta pela manutenção da antiga fábrica têxtil agora será ampliada para um olhar criterioso sobre toda a orla do rio Piracicaba
(Foto: Salve a Boyes)

O que começou em 2023 com este pequeno veículo de imprensa em sua primeira reportagem do jornalismo piracicabano sob o título ‘O início do fim da Boyes’ e tomou grandes proporções com envolvimento da sociedade, pensadores, técnicos e a vinda do órgão estadual, o Condephaat, para escuta da população in loco em 2025, o Movimento Salve a Boyes será formalizado neste sábado, dia 25, como Coletivo Beira-Rio. Na data acontece a assembleia para transformar o movimento suprapartidário em organização da sociedade civil. A primeira chamada será às 10h e a segunda, às 10h30, em evento na sede do Salve a Boyes (rua Luiz de Queiroz, 473, Centro). 

A convocação é aberta ao público em geral, especialmente aos que se interessam pelas pautas do coletivo: legado e a importância do projeto Beira Rio e a defesa do patrimônio histórico, cultural e ambiental; paisagem da orla do rio Piracicaba; memória cultural de Piracicaba; uso público e coletivo desses espaços; e alternativas sustentáveis frente à especulação imobiliária. Leia comunicado na íntegra abaixo.

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A cidade de Piracicaba dará um passo importante na organização da sociedade civil no próximo dia 25 de abril de 2026, com a realização da Assembleia Geral de Constituição do Coletivo Beira-Rio — entidade que nasce a partir da trajetória de mobilização do Movimento Salve a Boyes.

Criado em agosto de 2023, o Movimento Salve a Boyes surgiu como uma articulação plural da sociedade civil em resposta às ameaças ao conjunto histórico da antiga Fábrica Boyes e à integridade da orla do Rio Piracicaba. Desde então, consolidou-se como um dos principais espaços de debate público sobre o futuro urbano, ambiental e cultural da cidade.

O movimento reúne profissionais de diversas áreas — como arquitetura, ambientalistas, história, urbanismo, educação, cultura e meio ambiente — além de cidadãs e cidadãos comprometidos com a defesa do patrimônio coletivo e, ao longo de sua atuação, promoveu debates públicos, participou de audiências, elaborou dossiês técnicos e acionou instâncias institucionais, contribuindo para ampliar a consciência pública sobre os impactos de projetos de forte verticalização na região.

Mais do que a preservação de edificações, a atuação do movimento sempre esteve orientada por princípios fundamentais como o direito à cidade, a função social da propriedade, a valorização da memória operária e industrial e a defesa da paisagem cultural da orla do rio. Trata-se de uma compreensão integrada do território, que reconhece o conjunto formado pela antiga fábrica, o rio, o salto, o Engenho Central de Piracicaba, a Rua do Porto e outros marcos históricos como elementos estruturantes da identidade piracicabana.

Entre as conquistas recentes, destaca-se a abertura do processo de estudo de tombamento estadual de parte do complexo, reconhecendo sua relevância histórica, cultural e paisagística — um marco significativo da mobilização cidadã.

É nesse contexto que surge o Coletivo Beira-Rio, como uma etapa de amadurecimento e formalização dessa luta. A nova associação civil, sem fins lucrativos, tem como objetivo fortalecer institucionalmente a atuação da sociedade civil, ampliando sua capacidade de incidência, articulação e proposição de alternativas para o futuro da área.

O Coletivo nasce com o compromisso de:

- Defender e promover o patrimônio histórico, cultural, ambiental e paisagístico de Piracicaba;

- Atuar pela preservação integrada da orla do Rio Piracicaba;

- Incentivar o uso público, coletivo e sustentável dos espaços urbanos;

- Produzir e difundir conhecimento técnico e acadêmico sobre o território;

- Propor alternativas de requalificação que conciliem preservação, desenvolvimento e participação social;

- Fortalecer o controle social e a participação cidadã nas decisões sobre a cidade.

A Assembleia de Fundação será aberta a todas e todos os interessados e marcará um momento decisivo para a consolidação de uma agenda pública comprometida com um modelo de desenvolvimento urbano mais justo, sustentável e democrático.

Serviço
Local: Rua Luiz de Queiroz, 473 – Centro – Piracicaba/SP
Data: 25 de abril de 2026
Horário: 10h (1ª convocação) | 10h30 (2ª convocação)

A iniciativa reafirma que o patrimônio cultural e ambiental não é apenas herança do passado, mas um direito coletivo e uma responsabilidade com as futuras gerações.

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