Conforme notas dos hospitais, prefeito 'Helinho' aplicou corte mensal a ambas instituições de quase R$ 4 milhões
(Fotos: divulgação)
A situação do corte de repasse da prefeitura de Hélio Zanatta em serviços SUS aos hospitais Santa Casa e Fornecedores de Cana (HFC) foi assunto quente entre semana passada e atual, e pegou fogo na Câmara de Vereadores. Na sessão ordinária de quinta, dia 30, conforme notas das próprias instituições, o vereador André Bandeira (PSDB) leu os textos e destacou a redução mensal de R$ 1,6 milhão para a Santa Casa e de R$ 2,3 milhões para o HFC. O parlamentar teve aprovado no plenário um requerimento pedindo detalhes sobre a situação e, na sua avaliação, há “risco real de desassistência à população, redução de leitos, desativação de serviços e demissão de profissionais de saúde”.
FAKE NEWS?
O líder de governo na Câmara, Josef Borges (PP), classificou as informações dos hospitais, bem como se dirigiu a todos os canais que republicaram a situação, por fake news. O novo sistema de repasse muda de um valor fechado anual destinado aos hospitais para uma Tabela SUS municipal, informou o líder. “Piracicaba está fazendo igualzinho a União e o Estado [de SP]", afirmou. Segundo Josef, os repasses terão mais transparência a partir de um executou-pagou por cirurgias e demais atendimentos.
DESMENTIDO
Segundo o líder, “se o hospital aumentar seu atendimento via SUS, vai receber mais”. “É questão de transparência e de informar corretamente a população para que não fique essa briga política”, defendeu Josef. E, no finzinho da noite no plenário do dia 30, veio a ‘voadora’ de Bandeira, colocando em xeque-mate as explicações do líder.
“As justificativas colocadas no dia de hoje são de que se prestar mais serviço SUS vai receber mais, como é nos governos estadual e federal. Perdão! No governo federal não é assim não: tem um valor ‘x’ (remuneração de recurso estabelecida, mas que o vereador não soube especificar), e no governo estadual acontece a mesma coisa. E não é: se atender mais será repassado mais, atender menos, repassa menos. O valor é fixo por ano. Inclusive, no portal da Câmara, estão todos os informes de recursos vindos do SUS para a cidade de Piracicaba.”
O debate foi encerrado na fala de Bandeira e Josef não deu mais nenhum pio. Vale registrar que o líder foi autor de dois requerimentos para audiência pública sobre a questão, mas recuou em ambas e os esclarecimentos, por ora, não serão debatidos na Câmara.
Outro assunto quente na pauta de saúde pública, e que está com audiência agendada para o próximo dia 19, às 14h, é o fim do Laboratório Municipal de Piracicaba, ‘decretado’ pelo prefeito Hélio Zanatta (PSD), com movimento da prefeitura no sentido de terceirização do serviço.
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