Atualizado em 25/12/2025, às 01h17
Oficializado pela comunicação da Câmara de Vereadores, neste dia 24, o projeto de lei complementar da Reforma Tributária (PLC 22/25) do prefeito Hélio Zanatta (PSD) passará por votação extraordinária e derradeira nesta segunda, dia 29, às 10h. Conforme a TV Metropolitana, houve alguma movimentação do Executivo para alterações no projeto original, provavelmente por meio de mensagem modificativa, para equalizar a discussão sobre o IPTU, com um aumento médio do imposto em 21,5%, a serem aplicados de forma gradual até 2028.
Entretanto, no sistema de consulta da Câmara, o Siave, ainda não há registros oficiais, conforme rechecagem da reportagem nesta madrugada do dia 25, de qualquer documentação ou reunião extra. Os pareceres das comissões permanecem disponíveis no citado sistema, o que configura um descumprimento do rito de votação e ilegalidade, conforme oficiou formalmente o vereador Laércio Trevisan Jr. (PL) à presidência.
É notório que a prefeitura vem fazendo, nos últimos dias, campanha ferrenha e massiva em defesa da tal reforma, sinalizando intenção e pressa na votação ainda em 2025. E a pressa do Executivo pode ter relação com a virada do ano: a secretária de Finanças, Karla Pelizzaro, já tinha mencionado a necessidade de adequação do município com uma nova PGV (Planta Genérica de Valores) antes do término de 2025 a fim de não perder até R$ 200 milhões em repasses da União.
A reportagem conversou com o vereador André Bandeira (PSDB), que passou informações de última hora nesta noite de terça, dia 23. "A convocação oficial não chegou pra mim e o presidente [Relinho Rezende, PSDB] 'disse que não recebeu', mas extraoficialmente chegou pra mim que será dia 29, às 10h. Um total absurdo. Está fazendo tudo no atropelo só visando arrecadação", relatou o parlamentar.
Já para Trevisan, Zanatta não deve ter votos favoráveis. "Também tive a notícia a pouco [sobre dia 29], liguei para o presidente Rerlison, que desconhece [pedido de extra por parte do prefeito]. Seria um descaso fazer às 10 horas da manhã, qual o objetivo de ser de manhã? Para a população não ir? Eles [os governistas] não têm 12 votos para aprovar esse nefasto PLC da maldade", cravou.
São necessários ao menos 12 votos em quórum qualificado para a reforma de Zanatta passar pela vereança, destacou Trevisan, incluindo que apenas Thiago Ribeiro (PRD), membro da Mesa Diretora, está com voto indefinido. Vale lembrar que Thiago tem integrado ferrenhamente a base do prefeito na Câmara. Na rádio peão, também há a possibilidade de Felipe 'Gema' (SD) e Renan Paes (PL), ambos também da base, darem votos contrários ao prefeito.
Em tempo: Hélio chegou a prometer, de boca própria e gravado, pagamento de IPTU aos pobres ao invés de optar em colocar regramento para o município, provando o viés de político prosaico e coronelista.
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