Policiais envolvidos na morte de jovem no Sônia voltam à ativa com represália a testemunhas e Comitê de Direitos Humanos pede retorno da preventiva e júri popular


Reportagem exibe vídeo de policias fotografando o local onde estiveram testemunhas
(Foto/crédito: reprodução/Ponte Jornalismo)

A Ponte Jornalismo, organização especializada em direitos humanos e segurança pública, publicou entre os dias 26 e 30 duas matérias denunciando a situação de policiais militares com retorno recente aos trabalhos na corporação em Piracicaba, e envolvidos em morte por tiro na nuca e agressão contra uma grávida. O episódio violento aconteceu em abril de 2025, quando o jovem de 22 anos Gabriel Junior Oliveira Alves da Silva tentava proteger sua esposa contra uma abordagem violenta.

Ainda conforme a Ponte, o atual presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB-Piracicaba, Gustavo Pires, e o advogado Brunno Barbosa, então estagiário de Pires, defendiam o casal de jovens e também foram alvo da truculência da polícia do Governo do Estado de São Paulo. 

“Os policiais insistiram para que os dois entregassem seus celulares e chegaram a intimidá-los com um fuzil. Eles vinham prestando apoio à família de Gabriel e a outras testemunhas do episódio”, relata o repórter Paulo Batistella (leia primeira matéria). 

Os PMs são Junior César Rodrigues e Leonardo Machado Prudêncio – o primeiro já recebeu Moção de Aplausos da Câmara de Vereadores em 2019. O advogado Brunno Barbosa, do Comitê de Defesa dos Direitos Humanos de Piracicaba, enviou à redação nota de repúdio contra a decisão da Justiça paulista de liberar os policiais. 

No mesmo documento, o comitê pede revisão imediata da decisão judicial, reestabelecimento das prisões preventivas, julgamento em júri popular e investigação rigorosa e independente. E a coisa piora na segunda matéria da Ponte: após a soltura dos policiais, a PM voltou ao Sônia para intimidar testemunhas. 

“Na última terça-feira (27/1), policiais militares estacionaram com uma viatura no cruzamento onde ocorreu o assassinato e passaram a fazer fotos de um estabelecimento comercial onde estiveram testemunhas do caso na ocasião em que houve a morte”, conta Batistella.

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