A sessão camarária de quinta, dia 26, ecoou forte por duas vezes: uma quanto ao protelamento de Hélio Zanatta (PSD) frente pagamento devido aos servidores públicos e outra em uma acusação sem provas sobre um inexistente Gabinete do Ódio.
DESCONGELA
A servidora Sabrina Bologna foi à Câmara cobrar do Executivo pagamento congelado durante a pandemia de covid-19
(Foto: Guilherme Leite)
Levado ao debate na Tribuna Popular pela servidora concursada Sabrina Rodrigues Bologna, a jornalista com mais de 20 anos de Casa provou por A+B a obrigatoriedade da gestão de Zanatta pagar benefícios pendurados dos servidores (biênios, sexta parte, férias-prêmio, entre outros), sequestrados dos seus holerites por conta da pandemia de covid-19.
“(...) não precisa de lei pra fazer isso, precisa sim de um estudo de impacto orçamentário e, no máximo, um decreto regulamentando como fazer esse descongelamento”, destacou Sabrina Bologna.
O compasso de espera data de 13 de janeiro deste ano, quando a lei federal 226, com ordem de pagar o devido, foi publicada pelo governo federal de Lula (PT). Além de causar corte nos orçamentos dos servidores, em direitos adquiridos, a profissional ainda lembrou que a demora pode causar mais impacto no orçamento do governo municipal.
“Importante lembrar também que servidores podem querer acionar a Justiça para o cumprimento do direito e, no caso de vencerem, serão gerados passivos trabalhistas, que se traduzem em precatórios pagos pelo município, causando impacto orçamentário maior frente ao cumprimento da legislação federal.”
Por fim, os números que nunca mentem: Sabrina Bologna mostrou a apresentação do fechamento do orçamento 2025 da prefeitura com margem de 18 pontos percentuais livres para despesa com pessoal e cumprindo com a LRF (Lei de Responsabilidade Fiscal). Leia aqui artigo escrito pela Comissão Salarial.
VIAGEM NA MAIONESE
Na mesma noite do dia 26, na Câmara de Vereadores, o vereador de extrema-direita Fabricio Polezi (PL) se valeu do crime de stalking para acusar a influenciadora Cintia Amstalden de perseguir a gestão de Hélio Zanatta (PSD).
O parlamentar justificou o crime no motivo de Cintia, cidadã piracicabana, realizar de pedidos de informações à prefeitura ao acionamento do Ministério Público por decisões também da prefeitura – o que simplesmente é uma cobrança típica da cidadania, e um exemplo a ser seguido por todos os munícipes.
Além deste alho com bugalhos de Polezi, o extremista ainda acusou, sem provas, de uma formação de um Gabinete do Ódio, integrado por Cintia e João Ariozo, artistas gráfico e fundador da página Peixe Pichado.
E para piorar a ‘viagem na maionese’, Polezi ainda afirmou que o tal Gabinete do Ódio usa das instalações da Câmara para funcionar a partir dos mandatos da esquerda, de Rai de Almeida (PT) e Silvia Morales (PV/Mandato Coletivo) – ambas negaram a situação de pronto. A patacoada correu solta sem interferência do presidente da Câmara, o pastor Relinho de Rezende (PSDB).
Em tempo: vereador que não tem projeto para população e 'passa pano' para o Executivo, se ocupa de gravar cortes de vídeos para internet e causar confusão em um espaço institucional de fiscalização do Poder Público, promoção de políticas públicas e escuta da população. Fim da picada!
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