Após duas sessões camarárias mornas dos dias 7 e 11, o Executivo entrou com tudo e o Legislativo abriu alas para aprovar o PL 82/26 em duas sessões extraordinárias nesta quinta, dia 14. Por 18x3 (veja votação acima), a vereança deu sinal verde para o prefeito Hélio Zanatta (PSD), com verbas do governador carioca em SP, Tarcísio de Freitas (REP), fazer uma nova ponte por cima do rio Piracicaba e sobre umas de suas reservas naturais.
Em tramitação de urgência e assim como aconteceu na Reforma Tributária ao fim de dezembro para revisão do IPTU, as comissões permanentes implicadas para analisar o PL do Executivo deram parecer favorável em conjunto ao invés de cada uma fazer a sua, o que inclui Legislação, Justiça e Redação; Finanças e Orçamento; Obras; e Meio Ambiente. O valor da ponte está orçado em R$ 50 milhões e vai ligar a rodovia Geraldo de Barros (SP-304), na região de Santa Teresinha, à avenida das Ondas, no bairro Ondinhas, num trajeto de 1km.
CRÍTICAS
O impacto ao meio ambiente no Parque Natural de Santa Teresinha - Chico Mendes, em estágio de recuperação vegetal, será de supressão de 15.667 metros quadrados de área verde, correspondendo a 2,2 campos de futebol no padrão Fifa. Nas redes sociais do O Diário Piracicabano foram levantadas críticas legítimas quanto à nova ponte.
“Porque não reavaliar e executar o traçado do anel viário que vai da SP-304 para a estrada de Rio Claro ligando este ao trecho existente? O tráfego pesado já seria então desviado. Fico pensando no aumento do trânsito passando pela pedreira [do Bongue]! O parque Chico Mendes deve ser cuidado!!! Chega de usar as APPs para circulação de veículos”, escreveu Bartira Mendes, urbanista e membra do Conselho Municipal da Cidade (Concidade).
Outros apontamentos relevantes foram feitos pelos leitores e leitoras, como a necessidade de investimento no transporte público, incluindo VLTs; afunilamento do trânsito na via em pista simples defronte ao condomínio Ondas com consequente engarrafamento; e o desprezo pelo meio ambiente.
“Mais uma vez, reduz-se área verde para ampliar área cinza. Ainda que exista compensação ambiental prevista, ela não substitui integralmente os danos causados a um espaço de preservação. E o mais grave é perceber que esse tipo de intervenção muitas vezes surge justamente como consequência de erros de planejamento acumulados ao longo dos anos”, diz trecho de artigo publicado ontem, dia 14, pelo gabinete de Silvia Morales (PV/Mandato Coletivo).
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