Caso caótico na maior escola da rede municipal de Piracicaba ainda continua indefinido para barranco, drenagem e pragas; confira as declarações da secretária de Educação

Drenagem ainda depende de obras; contenção do barranco aguarda licitação; e controle de insetos ainda não é possível ser realizado, diz Juliana Vicentin (foto)
(Fotos: Guilherme Leite/Câmara de Vereadores e João Ariozo/Peixe Pichado)

Cristiane Bonin (MTb 31.139) | de Piracicaba (SP)

Ainda não foi resolvida a situação caótica da Escola Municipal Enedina Lourenço Vieira, no Jardim Planalto, a maior unidade em quantidade de aluno na rede municipal de Piracicaba. A comunidade escolar aguarda por ampliação da drenagem e reforço contra desabamentos do barranco que faz divisa com o imóvel – tudo sem data para acontecer ou com etapas sem detalhamento. 

Já houve uma ação para melhoria do escoamento de águas da chuva por meio de desobstrução da rede subterrânea e caixa de inspeção, mas a questão ainda não foi solucionada – Juliana Vicentin defende que sua Pasta não sabia da situação quanto à drenagem. 

“(...) a unidade escolar passa por intervenções destinadas à ampliação da capacidade dos sistemas internos de drenagem de águas pluviais, com o objetivo de proporcionar maior eficiência no escoamento [de águas pluviais]”, diz a secretária sem relatar as etapas em execução ou futuras. 

A terra e pedras que rolam do morro com altura aproximada de um prédio de cinco andares também não têm previsão de obras. E, por ora, é só. “A Secretaria Municipal de Educação solicitou à Secretaria Municipal de Obras a avaliação técnica do barranco, além da realização de estudo técnico para elaboração de projeto de contenção do barranco”, diz Juliana em uma pergunta, que passa a detalhar algo mais em uma segunda questão sobre o mesmo assunto, mas também sem datas. “O referido estudo foi realizado, incluindo levantamento topográfico da área. Em conjunto com a Secretaria Municipal de Obras, foi elaborado projeto de contenção do barranco, o qual já se encontra concluído e, atualmente, está em fase de elaboração de orçamento para posterior execução das intervenções necessárias”, finaliza.

PRAGAS

Quanto às infestações de insetos na Escola Enedina, tudo continua muito vago em “a solicitação de desinsetização e controle de vetores/pragas já foi formalizada junto à empresa contratada”. “Contudo, a execução do serviço encontra-se temporariamente suspensa em razão de limitações técnicas: além do período de chuvas recente (que impede a aplicação externa) a unidade escolar está passando por obras de reforma no momento. A aplicação de produtos químicos durante intervenções estruturais não é recomendada, pois a movimentação de materiais e a poeira comprometem a fixação e a eficácia do tratamento. Dessa forma, a desinsetização completa e o controle de pragas serão realizados imediatamente após a conclusão das obras de reforma”, escreveu a secretária de Hélio Zanatta (PSD). 

As informações sobre a unidade do Jardim Planalto constam das respostas da secretária de Educação, Juliana Vicentin, ao requerimento 842/26, de autoria do vereador Marco Bicheiro. Ainda conforme o documento, com entrada no Siave (sistema interno da Câmara de Vereadores) na última sexta, dia 02, a escola atende à Educação Infantil (até cinco anos) com 255 alunos e ao Ensino Fundamental (seis a 10 anos) com 511 alunos, totalizando 766 alunos (data-base setembro/2026).

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