O empréstimo do prefeito: vereadores alertam de momento errado para contrair dívida a projetos complexos ao Ministério das Cidades


Placar fechou em 17x5 em favor do empréstimo de 'Helinho' (PSD) junto à Caixa
(Imagem: reprodução/sessão extra 19/03/2026)

O empréstimo do prefeito ‘Helinho’ passou de forma relâmpago na Câmara de Vereadores em duas reuniões extraordinárias nesta quinta, dia 19. O PL 35 deu entrada no último dia 2 e a base do governo ‘chutou para o gol’ do Executivo em votação de 17 a favor e cinco contra.

Votaram com o prefeito Alessandra Bellucci (AVA), Ary de Camargo Pedroso Júnior (PL), Edson Bertaia (MDB), Fábio Silva (REP), Fabrício Polezi (PL), Felipe 'Gema' (SD), Gesiel Madureira (MDB), Gustavo Pompeo (AVA), Josef Borges (PP), Paulo Henrique Paranhos Ribeiro (REP), Pedro Kawai (PSDB), Rafael Boer (PRTB), Renan Paes (PL), Thiago Ribeiro (PRD), Valdir 'Paraná' (PSD), Wagnão Oliveira (PSD) e Zezinho Pereira (UB).

Foram contra André Bandeira (PSDB), Laércio Trevisan Jr (PL), Marco Bicheiro (PSDB), Rai de Almeida (PT) e Silvia Morales (PV/Mandato Coletivo). A vereança estava em peso nas extras e nenhum dos habilitados deixou de votar.


DEBATES

Na análise dos vereadores de oposição, Laércio Trevisan Jr. (PL) e Rai de Almeida (PT), é um risco a adesão ao empréstimo. Trevisan alertou para cláusula do contrato com abertura da possibilidade de revisão dos juros em uma possível crise econômica. Rai destacou a guerra em curso dos Estados Unidos e Israel contra o Irã e concluiu ser “o momento errado para contrair dívida” diante de uma instabilidade financeira.

Já Silvia Morales (PV) tocou no cerne da responsabilidade com dinheiro público frente o superávit de 2025 – colocando a ausência de necessidade da contratação de dívida – e a falta de transparência quanto aos projetos a serem executados.

Ainda sobre a temática projetos, o líder de governo na Câmara, Josef Borges (PP), frisou o principal uso do financiamento: para 74 km de pavimentação. Segundo ele, tal contratação é necessária para liberar o caixa a fim de fazer investimentos em outras áreas – fato que a reportagem irá checar no encerramento do exercício de 2026.

Outro ponto interessante, seguindo observações da vereadora Silvia, profissional de engenharia civil, é quanto às instruções normativas do Ministério das Cidades. A prefeitura de Zanatta terá de apresentar projetos complexos, incluindo drenagem, para botar a mão na grana – isso abre a possibilidade de que, por alguma ineficiência técnica, a prefeitura não consiga retirar o todo ou parte da verba junto à Caixa.

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