Projeto de lei aprovado pela vereança cai em margem apertada; proprietários de imóveis podem instalar o eliminador por conta própria após o hidrômetro (Fotos: Mercado Livre/Guilherme Leite) |
Foi apertado, mas o primeiro veto do prefeito Hélio Zanatta (PSD) a uma iniciativa do Legislativo se manteve por 7x6 ao final da votação durante a sessão camarária da última sexta, dia 27 – até Ary Pedroso Jr. (PL), da base governista, votou com a oposição; veja como cada um votou na imagem abaixo. De autoria de Laércio Trevisan Jr. (PL), o projeto de lei aprovado recentemente na Câmara de Vereadores abria para o Semae o serviço de instalação de eliminador de ar no sistema de abastecimento de água – o consumidor poderia requisitar à autarquia o serviço acompanhado do equipamento.
DEBATES
Na tribuna, Trevisan defendeu a derrubada do veto por uma “questão que lesa a sociedade” ao entender o giro do hidrômetro também contando o ar na rede. Já o líder de governo, Josef Borges (PP), apresentou seis estudos científicos para comprovar que o equipamento passou por análises acadêmicas e não teve eficiência comprovada na redução da tarifa. O parlamentar também elencou certa probabilidade de contaminação da água via abertura do equipamento e lembrou que não há nenhum modelo com selo de verificação do Inmetro.
Marco Bicheiro (PSDB) usou os termos “democrático” e “opcional” para quem quiser ter o eliminador em seu imóvel – ele também deu aquela cutucada, na condição da ala da oposição, de que o governo estaria preocupado mesmo com a queda na arrecadação. De qualquer forma, o equipamento, com custo médio de R$ 30 em lojas de construção e sites, pode ser instalado por conta própria após o hidrômetro – e nunca antes por interferir no sistema considerado como pertencente ao Semae.
CARREFOUR
E, ‘pacabá’, o vereador de extrema-direita e da base governista, Fabricio Polezi (PL), no finalzinho do último expediente, estava eufórico enquanto contava a seguinte epopeia: que a falta de água na loja do Carrefour Piracicaba e academia anexa, no domingo do dia 23 de agosto, foi motivada pela instalação de válvula de eliminador de ar colocada na rede de abastecimento da empresa varejista.
O parlamentar ainda disse que, após uma inspeção do Semae quanto à pressão no sistema, foi descoberta a tal válvula e, depois de retirado o equipamento, as torneiras da academia "quase explodiram" com tanta água. Polezi também afirmou que a loja é responsável pelo abastecimento da academia e que usuários do serviço registraram inúmeras queixas pela falta de água.
A reportagem contatou a assessoria de imprensa do Carrefour que informou não ter recebido fiscalização do Semae e nem haver unidade com academia na região.
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